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Domingo, 17 de novembro de 2019

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Cardiologista responde: Como o álcool pode prejudicar o coração?

Dr. Juliano Slhessarenko

15 Out 2019 - 14:14

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Cardiologista intervencionista. Doutor em cardiologia pela USP; Atendimento: Clinmed (65) 30559353, IOCI (65) 30387000 e Espaço Piu Vita (65)30567800

Cardiologista intervencionista. Doutor em cardiologia pela USP; Atendimento: Clinmed (65) 30559353, IOCI (65) 30387000 e Espaço Piu Vita (65)30567800

Se você bebe álcool, faça-o com moderação.  Isso significa uma média de uma a duas bebidas por dia para homens e uma bebida por dia para mulheres. Beber mais álcool aumenta perigos como alcoolismo, pressão alta, obesidade, derrame, câncer de mama, suicídio e acidentes. Além disso, não é possível prever em que pessoas o alcoolismo se tornará um problema.  Dados esses e outros riscos, a American Heart Association adverte as pessoas a não começarem a beber se ainda não bebem álcool.  Consulte o seu médico sobre os benefícios e riscos do consumo de álcool com moderação.

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Quais são os riscos cardiovasculares associados ao consumo de álcool?
 
Beber muito álcool pode aumentar os níveis de algumas gorduras no sangue (triglicerídeos). Também pode levar a pressão alta, insuficiência cardíaca e aumento da ingestão calórica. (Consumir muitas calorias pode levar à obesidade e a um risco maior de desenvolver diabetes).

Beber em excesso e beber demais podem levar a um derrame.  Outros problemas sérios incluem síndrome alcoólica fetal, cardiomiopatia, arritmia cardíaca e morte cardíaca súbita.
 
E o vinho tinto e as doenças cardíacas?
 
Nas últimas décadas, muitos estudos foram publicados em revistas científicas sobre como o consumo de álcool pode estar associado à redução da mortalidade por doenças cardíacas em algumas populações.
 
Alguns pesquisadores sugeriram que o benefício pode ser devido ao vinho, especialmente ao vinho tinto.  Outros estão examinando os benefícios potenciais dos componentes do vinho tinto, como flavonóides e outros antioxidantes na redução do risco de doença cardíaca. 
 
Alguns desses componentes podem ser encontrados em outros alimentos, como uvas ou suco de uva vermelha.  A ligação relatada em muitos desses estudos pode ser devida a outros fatores do estilo de vida, e não ao álcool.  Tais fatores podem incluir aumento da atividade física e dieta rica em frutas e vegetais e menor em gorduras saturadas. Não foram realizados estudos de comparação direta para determinar o efeito específico do vinho ou de outro álcool no risco de desenvolver doenças cardíacas ou derrame.
 
Existem benefícios potenciais em beber vinho ou outras bebidas alcoólicas?
 
Estão sendo feitas pesquisas para descobrir quais podem ser os benefícios aparentes de beber vinho ou álcool em algumas populações, incluindo o papel dos antioxidantes, um aumento no colesterol HDL ("bom") ou nas propriedades anti-coagulação.  Os ensaios clínicos de outros antioxidantes, como a vitamina E, não demonstraram nenhum efeito cardio-protetor.  Além disso, mesmo que fossem protetores, antioxidantes podem ser obtidos de muitas frutas e vegetais, incluindo suco de uva vermelha.
 
O efeito mais conhecido do álcool é um pequeno aumento no colesterol HDL.  No entanto, a atividade física regular é outra maneira eficaz de aumentar o colesterol HDL, e a niacina pode ser prescrita para aumentá-lo em maior grau.  O álcool ou algumas substâncias como o resveratrol, encontradas em bebidas alcoólicas, podem impedir que as plaquetas no sangue grudem.  Isso pode reduzir a formação de coágulos e reduzir o risco de ataque cardíaco ou derrame.  (A aspirina pode ajudar a reduzir a coagulação do sangue de maneira semelhante). Como o álcool ou o vinho afetam o risco cardiovascular merece mais pesquisas, mas agora a American Heart Association (AHA) não recomenda beber vinho ou qualquer outra forma de álcool para obter esses benefícios potenciais.
 
A AHA recomenda que, para reduzir seu risco, você deve conversar com seu médico sobre a redução do colesterol e a pressão alta, controlar o peso, praticar atividade física suficiente e seguir uma dieta saudável.
 
Não há provas científicas de que beber vinho ou qualquer outra bebida alcoólica possa substituir essas medidas convencionais.
 
 E o álcool e a gravidez?
 
As mulheres grávidas não devem beber álcool de nenhuma forma.  Pode prejudicar seriamente o bebê, inclusive causando defeitos congênitos.
 
Em geral, o álcool não parece ter um efeito adverso, a menos que seja usada uma quantidade excessiva - e aumenta as calorias, entre outras coisas.  Por exemplo, quantidades excessivas de consumo de álcool podem ser prejudiciais, aumentando o risco de pressão alta, principalmente para os pacientes diabéticos que já estão em alto risco.
 
Beba com moderação sempre! O melhor mesmo é não consumir e procurar um cardiologista regularmente.


*Dr. Juliano é Cardiologista intervencionista. Doutor em cardiologia pela USP; Atendimento: Clinmed (65) 30559353, IOCI (65) 30387000 e Espaço Piu Vita (65)30567800

1 comentário

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  • Moderação
    15 Out 2019 às 23:02

    Eu não BEBO com qualquer um!

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