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Coletivo faz ação com artistas como 'procurados' para denunciar censura e ameaças

Da Redação - Isabela Mercuri

24 Set 2019 - 08:13

Foto: Gabriel Soares

Coletivo faz ação com artistas como 'procurados' para denunciar censura e ameaças
O Coletivo Coma a Fronteira, em parceria com a Revista Pixé, realizou no último mês a série ‘Procura-se’. Com o objetivo de chamar a atenção para a censura e ameaça contra as artes, o projeto chamou alguns artistas para participar, e elaborou cartazes com fotos deles, trazendo a sensação de que estão sendo caçados. Os ‘lambe-lambes’ foram colados em diversos pontos da cidade.

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Quem fez as fotos foi Pedro Duarte. Caio Ribeiro ficou responsável pela elaboração dos cartazes e da coordenação das ações de colagem. Além disso, foram recrutadas pessoas nas redes sociais para a ação. No último dia 18 de setembro, os organizadores propuseram uma oficina de lambe-lambe no Instituto de Linguagens da UFMT, às 9h da manhã.

O Coletivo elaborou um material básico para iniciar a colagem de lambe-lambes pelas pessoas que fizeram a oficina, e que se transformaram na equipe de colagem. O material segue disponível livremente nas redes sociais do coletivo.

Colagens

A ação aconteceu nos dias 18, 19 e 20 no centro de Cuiabá e na UFMT, e contou com o apoio de mais de 20 pessoas, entre a equipe de colagem e a equipe audiovisual. Toda ação foi documentado pela Salve Filmes, que vai transformá-la em um documentário.

“O trabalho produziu diversas sensações. O que mais intrigou foi que os cartazes eram lidos no sentido literal e a população que interagia durante a colagem perguntava quem eram os bandidos e até diziam que se encontrassem algum iriam "levar para passear no portão do inferno". Sob qual efeito nossa população está entorpecida que os cartazes absurdos de artistas "criminosos" foram lidos literalmente? Por que aquilo que deveria ser absurdo foi lido como aceitável? Qual o contexto em que estamos inseridos que esta barbárie se torna razoável?”, questiona a organização.

Para os próximos meses, são preparadas ações de artes cênicas, como teatro, circo e dança. “A cidade é nossa, e devemos ocupá-la com o que sabemos fazer. Proporcionar um respiro na disputa insana da especulação imobiliária & na gestão despreparada. Estou imensamente feliz e recarregado para peitar mais ações destas, sempre juntos, fazendo parceria e trabalhando em coletivo com a coletividade”, afirma Caio Ribeiro.

9 comentários

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  • sérgio
    26 Set 2019 às 17:45

    A POPULAÇÃO NÃO ENTENDEU NADA. OS CARTAZES SÃO PARA PROVOCAR MESMO PARA ISTO SERVE A ARTE. BELA AÇÃO AOS ORGANIZADORES DO GRUPO VIVA NOSSA LITERATURA! ABRAÇO AO GRANDE ESCRITOR E POETA IVENS SCAFF

  • Chico Bento
    24 Set 2019 às 15:56

    Esse povo é tão atrasado que nem percebe que estão sujando a cidade, degradando o meio ambiente e sobretudo que não está havendo censura nenhuma, mas uma fiscalização das obras e principalmente dos recursos públicos para as produções.

  • Samuel
    24 Set 2019 às 15:40

    Dano ao patrimônio público. A esquerda não sussega!

  • DRICA
    24 Set 2019 às 14:51

    Lei Complementar n° 205A de 08 de janeiro de 2010, que dispõe sobre a ordenação dos veículos de divulgação e de anúncios na paisagem de Cuiabá, tornando ilegal a colagem deste tipo de material em mobiliário público. A Prefeitura tem que multar!!!

  • Carlos
    24 Set 2019 às 14:17

    obviamente que vão limpar a cidade depois da intervenção né?!

  • Caio Arruda Marques
    24 Set 2019 às 13:26

    Artista bom se destaca, vende. Artista fraco muda de ramo. Simples assim.

  • B17
    24 Set 2019 às 13:08

    Bolsonaro fez discurso de estadista na ONU, elogia Moro e Mita pra cima dos petralhas.

  • Cesar
    24 Set 2019 às 08:55

    a manifestação é livre, mas será que eles irão retirar os cartazes e deixar as paredes e postes limpos após?

  • Walter
    24 Set 2019 às 08:49

    Trabalhar que é bom, nada né?

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