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Domingo, 15 de setembro de 2019

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Professor de literatura ministra oficina 'Encenando a Poesia' com história, técnicas e análise

Da Redação - Isabela Mercuri

10 Set 2019 - 09:00

Foto: Rua Antiga

Professor de literatura ministra oficina 'Encenando a Poesia' com história, técnicas e análise
Acontece esta semana, de terça (10) a sexta-feira (13) a oficina ‘Encenando a Poesia’, no Espaço Cultural Metade Cheio. Os quatro encontros serão realizados sempre das 19h às 21h, e investimento total é de: uma vaga por R$40 ou duas ou mais por R$35 cada.

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O evento é organizado pelo sebo Rua Antiga, que atualmente está localizado dentro do Metade Cheio. A ideia, de acordo com eles é “demonstrar que a criação da poesia pode seguir por vários caminhos e experimentar nuances através de ritmos distintos, a presente oficina se propõe a criar e interpretar textos de origem poética, através da leitura, audição e visualização cênica do texto”.

Cada dia do curso será voltado para um fim. Na terça-feira (10), será discutido um breve histórico do gênero lírico e suas hibridizações, por meio do trabalho de autores e obras clássicos e contemporâneos, além de diálogos entre as escolas tradicionais e a formação do cânone.

Na quarta-feira (11), os alunos aprenderão a analisar os textos e seus possíveis enquadramentos estéticos. “Ler é diferente de estudar. Analisar um texto pressupõe deter-se detalhadamente na estrutura e conteúdo. É importante compreender as intenções do autor e os efeitos estéticos obtidos via construção poética. Poesia é essência, não necessariamente forma. Há poemas que foram feitos para serem lidos, ouvidos, sentidos. Pretendemos socializar métodos de análise que facilitem a compreensão dos textos por parte dos leitores/ouvintes”, explica a organização.

O terceiro encontro será mais prático, com criação de textos a partir de diversas motivações. Para este dia, é necessário levar lápis e papel. No último encontro, sexta-feira (13), haverá a encenação dos textos produzidos, por meio de artifícios teatrais, jogos corporais, sons e interacionismo.

O professor escolhido, Luiz Renato, é professor de literatura do Instituto Federal de Mato Grosso, ativista literário, e autor dos livros "Matrinchã do Teles Pires", "Flor do Ingá" e "Xibio" - romances que se reúnem sob a rubrica "Trilogia da Amazônia" -, o livro de crônicas "Duplo sentido", em parceria com o poeta pernambucano Carlos Barros, e o livro de poemas - com o qual foi contemplado com o Prêmio Mato Grosso de Literatura - "Gênero, Número, Graal". Todos os livros levam o selo Carlini&Caniato.

Serviço

Oficina ‘Encenando a Poesia’ – com professor Luiz Renato
Data: 10 a 13 de setembro
Horário: das 19h às 21h
Inscrições R$40 para uma pessoa; R$35 (cada) a partir de duas pessoas
Local: Metade Cheio – Rua Comandante Costa, 381

Pagamento: No Rua Antiga ou pela conta:

Banco do Brasil
Agência: 3325-1
Conta corrente: 31735-7
Em nome de: Thiago Iusso Sinohara

2 comentários

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  • Jaques Zanco
    11 Set 2019 às 11:23

    Aproveitando do comentário anterior como reflexão, podemos nos perguntar, o que seria melhor, alimentar o corpo ou a alma? Diria que ambos são importantes e precisam ser alimentados, mas há aqueles que preocupam-se apenas com o corpo e a alma deteriora-se. Algumas vezes não se trata de escolha, mas da falta de opção, pois vivemos uma grave crise econômica e o setor que mais sofre com isso é a cultura. Algumas vezes comer é a única coisa que resta ao pobre, quando possível. Alimentar a alma passa a ser, muitas vezes, um privilégio, um sonho de criança. Pobre vai ficando a alma, sem poesia, sem versos, sem livros, sem teatro, sem história. A inocência e a imaginação perdem-se dia após dia em meio a sociedade tribal, canibalista, comprometida com a cultura da carne, aquela que se alimenta, que se exibe em apertados trajes, que se consome entre dois ou mais corpos nos cantos escuros e descompromissados, afinal, no dia seguinte haverá apenas trabalho e o país é livre, livre para produzir a massa órfão, aquele operariado, que conseguirá com muito esforço, em meio a alienação social, continuar a consumir apenas carne.

  • Celeste Flores
    10 Set 2019 às 10:38

    Prefiro comprar carne ao invés disso.

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