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Sexta-feira, 24 de maio de 2019

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Conheça a historiadora que há 23 anos transcreve documentos importantes de Cuiabá

Da Redação - Isabela Mercuri

14 Mar 2019 - 10:53

Foto: GCom

Conheça a historiadora que há 23 anos transcreve documentos importantes de Cuiabá
Há vinte e três anos, a historiadora Yumiko Takamoto realiza um trabalho minucioso e valoroso para a história mato-grossense no Arquivo Público de Cuiabá. Com luvas e muito cuidado, ela transcreve documentos dos séculos XVII em diante, para que possam ser acessados por qualquer interessado, sem a necessidade de manusear os originais.


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Yumiko é paulista, e começou a carreira como professora em uma escola estadual do bairro Tijucal, em Cuiabá, em 1985, somando 34 anos de serviço público. Apenas de atividade no Arquivo Público são 23 anos. Ela é, também, a matriarca da família, mãe de duas filhas e um filho, e avó de cinco netos. Hoje, tem 70 anos, e não quer parar de trabalhar.

Ela conta que um dos seus orgulhos profissionais foi a transcrição dos “Annaes do Sennado da Camara do Cuyabá”, que reúne documentos entre 1719 e 1820 que contam o que se passava na localidade por praticamente um século, como as festas religiosas, os eventos e costumes.

“Foi meu primeiro grande desafio, cerca de três meses inteiros trabalhando de manhã, tarde e noite para concluir a transcrição”, lembra. O trabalho foi publicado pela editora Entrelinhas em 2007, e está disponível no site da instituição.

Atualmente, a servidora está empenhada na transcrição do Fundo Tribunal da Relação, com arquivos do século XIX, que contém relatos de julgamentos nos primórdios da Justiça estadual. Ela explica que são papeis muito finos e frágeis, e que o simples fato de tocá-los já acelera o processo de deterioração do documento, por isso a transcrição se faz necessária.

Muitas vezes com auxílio de lupa, alguns documentos são praticamente traduzidos, superando o obstáculo da linguagem erudita, grafia da época, e até do estado de conservação do papel. O conteúdo é escrito a lápis em um papel, e em seguida, digitado para ser disponibilizado no banco de dados do Arquivo. A prática segue normas técnicas para transcrição de documentos. 

1 comentário

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  • Zeca
    14 Mar 2019 às 17:14

    Parabéns a essa profissional historiadora por resgatar a história e a cultura mato-grossense através do seu trabalho. Sucesso professora Yumiko!

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