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Nutricionista utiliza ‘mapeamento’ do DNA para indicar alimentação ideal dos pacientes

Da Redação - Isabela Mercuri

08 Dez 2018 - 15:21

Foto: Olhar Conceito

Gabriela Lima

Gabriela Lima

Nutricionista utiliza ‘mapeamento’ do DNA para indicar alimentação ideal dos pacientes
Há alguns anos, para saber se algum alimento era ou não metabolizado pelo corpo, era necessário arriscar. Uma dieta diferente aqui, uma restrição ali, e após algumas tentativas seria possível ter um diagnóstico – que nem era tão preciso assim. Em 2003, no entanto, o cientista britânico Kevin Davies, doutor em genética e fundador do periódico Nature Genetics, conseguiu finalizar o ‘Projeto Genoma’ e fazer o primeiro sequenciamento completo de DNA humano. Hoje, em Cuiabá, é possível fazer este mapeamento e usá-lo para descobrir se seu corpo é propenso a doenças crônicas (como diabetes e obesidade), quais alimentos ele consegue ou não metabolizar, propensão a alergias e muito mais.

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Por aqui, quem começou a utilizar o mapeamento com preocupação específica com a alimentação foi a nutricionista Gabriela Lima. Recém-formada pela Universidade de Cuiabá (Unic), ela nunca quis ficar na ‘mesmice’, e foi por isso que decidiu se especializar em nutrigenética e nutrição ortomolecular.



Nutrigenética e nutrigenômica

Segundo Gabriela, “a nutrigenética é a relação da genética da pessoa com a alimentação, ou seja, como o gene interfere na alimentação. E a nutrigenômica é o contrário, é como a alimentação influencia nos genes, no DNA”.

Desde que começou a atender seus pacientes, a prática tem sido um sucesso. Funciona assim: o paciente vai à consulta, e a nutricionista retira uma amostra da mucosa da boca dele. Esta amostra é enviada para um laboratório em São Paulo (em Cuiabá ainda não há laboratórios que fazem essa análise), e em quinze ou vinte dias úteis o resultado volta para ela.

É o paciente, com a ajuda da nutricionista, que vai escolher quais genes ele quer analisar. No total, é possível avaliar 109 variantes genéticas, distribuídas em doze perfis. “Eu posso ver apenas o painel da inflamação, em que eu vejo como a pessoa lida com a inflamação, com a oxidação, com a questão da obesidade... a relação com glúten, lactose, alergias. Posso ver também a aptidão física... por exemplo, fibras musculares, que tipo de fibra muscular ela tem, quanto tempo de exercício físico deveria fazer pra atingir seu objetivo... isso tudo é visto”, explica Gabriela. Segundo a nutricionista, quando o perfil extrapola a área nutricional, ela pode também encaminhar para outro profissional, como um educador físico. “Porque os genes carregam as nossas características, então com toda informação que a gente tem no corpo, a gente consegue prever e fazer uma modulação, para conseguir atingir nosso objetivo”, completa.

Depois que o resultado do exame fica pronto, a nutricionista escolhe os pontos mais ‘críticos’ para serem analisados primeiro, já que em cada consulta ela analisa um perfil. “E são terapias diferentes. Se eu fosse colocar tudo em uma consulta só, ia ficar cinco horas com o paciente e ele não ia entender nada, porque ia ser muita informação, e também muita coisa pra ele mudar de uma vez, e não ia conseguir”, garante.

Estes painéis podem ser, por exemplo, a predisposição para obesidade, diabetes ou lipidemia; a dificuldade de metabolizar carboidratos ou proteínas, o metabolismo da cafeína, de vitaminas, dentre outros. “Quando a gente não tem um teste genético ou bioquímico que fale: ele não consegue metabolizar isso, a gente fica na hipótese. A gente vai retirando tudo até descobrir. Com o teste a gente sabe onde está a falha e faz uma coisa mais certeira, específica. E o resultado é muito mais rápido”, afirma Gabriela.

Por ser um exame muito extenso – de quase 50 páginas de resultado – o tratamento não tem um tempo específico. Cada consulta da nutricionista custa R$200, e a frequência vai depender da resposta de cada paciente, e da quantidade de perfis problemáticos em seu DNA. O exame completo, que há sete anos custava cerca de cinco mil dólares, sai por R$2900, e o preço diminui caso o paciente queira fazer o mapeamento de apenas alguns genes.

Nutrição ortomolecular

Outro trabalho realizado por Gabriela, sempre junto com a nutrigenética, é a nutrição ortomolecular. Segundo ela, esta é uma nutrição a nível celular, em que se faz a dosagem de vitaminas e minerais no corpo do paciente e se analisa a necessidade de reposição.

“Nosso corpo precisa de vitaminas, minerais e proteínas pra poder funcionar todas as nossas vias metabólicas. Então é uma compensação de tudo”, explica. Unindo a nutrigenética e a nutrição molecular “é como se eu abrisse você e visse como seu corpo funciona. E tentasse modular pra que funcione da melhor forma”.

Segundo Gabriela, a maior parte de seus pacientes são mulheres na casa dos 50 anos, que buscam qualidade de vida e que já tentaram ‘de tudo’, mas nunca obtiveram sucesso. A partir destes exames, então, elas conseguem entender seus próprios corpos. “É um atendimento personalizado e intransferível. É seu. Não adianta sua mãe fazer, seu filho fazer... é seu. Vai funcionar com você. Eles podem até fazer, mas não vai ter resultado. Até porque qualquer dieta que um nutricionista passar, se você não tiver nenhuma patologia, será uma dieta boa. Nenhum nutricionista vai passar uma dieta ruim. Mas o resultado que você terá, não vai ser o mesmo que outra pessoa”.

Por outro lado, também é possível fazer o teste genético em crianças para prevenir doenças e patologias. “[Neste caso] seriam os genes do futuro. Porque a criança está no começo da vida e tudo está muito limpo ainda... Então vemos os genes específicos de lactose, glúten, pra ver se ela tem alguma alergia, inflamação, vê o quadro inflamatório, oxidativo dela... pra gente ver se já consegue fazer a prevenção. Porque quanto antes, melhor”, finaliza.

Serviço

Gabriela Lima – Nutrigenética e Nutrição ortomolecular
Informações e agendamentos: (65) 99669-6500
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