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Estudantes e curiosos se reúnem no Fundo de Quintal para discutir a loucura presente na arte de Artaud e Bispo do Rosário

Da Redação - Lidiane Barros

26 Jul 2013 - 16:35

Foto: Reprodução Facebook

A artista Daniela Leite também experimenta momentos de loucura nos palcos

A artista Daniela Leite também experimenta momentos de loucura nos palcos

Um conversa no bar, reunindo a “academia” para falar de loucura, precisamente, no Fundo de Quintal. Assim fica muito mais fácil adquirir conhecimento científico e artístico. É que o grupo Estudos de Filosofia e Formação - que propõe um exercício sobre dizer o que não é dito a respeito do não dito e com mobilizar – reúne estudantes e curiosos para discutir o universo da arte do teatrólogo Antonin Artaud e do artista plástico Arthur Bispo do Rosário.

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O evento O Louco que Logo Sou começa às 20 horas e os presentes ainda terão direito a um certificado que contabiliza 4 horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas ainda pelo e-mail. Ou então, basta aparecer por lá logo mais.

Para falar sobre os dois artistas considerados loucos – os dois sofriam de esquizofrenia – foram convidadas a professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea, Maria Thereza e a mestranda e atriz, Daniela Leite que explica: “Será uma conversa no bar sobre os dois artistas e sobre arte e loucura”.

De acordo com Daniela, vai ser mesmo um conversa informal. “Vou falar alguns aspectos da vida dele e qual pensamento correspondia a determiniado momento e a partir de uma troca com os presentes, a conversa vai se desencadeando”. “Pesquisei Artaud, o “maldito”, marginalizado e incompreendido enquanto viveu. Ele passou a ser reconhecido depois da sua morte, como um dos mais marcantes criadores do século passado. Tudo que aos olhos de seus contemporâneos parecia mero delírio e sintoma de loucura, agora é referência para as mais avançadas correntes do pensamento contemporâneo e da criação nas suas várias manifestações coletivas e espontâneas”, explica a atriz.

Segundo ela, ler Artaud é se deixar atingir pela angústia presente em toda sua obra. “É uma relação de leitura mais complexa, sempre pronta a se romper e recomeçar sempre. E sempre um experimentar, ao invés de falar sobre. Ler Artaud é tomar contato com uma escrita dolorosa, louca; que abre um leque de possibilidades de leituras distintas. Cabe a nós experimentar”, incita. Na criação artística, ele criou o corpo sem órgãos, e estes, remetem à organização daquilo ele sugere uma desorganização desse corpo para se experimentar de outra maneira.

Já Maria Thereza, vai fazer uma ponte entre os dois artistas, Artaud e Bispo do Rosário. “Vou falar sobre a grande influência que o processo artístico dos dois provoca na arte contemporânea. Ambos se revelam em um constante processo de novos ordenamentos do próprio processo de construção, um com o reordenamento, outro , com outra forma de pensar a montagem do corpo, sem órgãos”.

Então, veja só, nesta sexta-feira tem bate-papo científico, com direito certificado e cerveja gelada, afinal, estamos falando do Fundo de Quintal, um clássico da noite cuiabana que se abre para discussões acadêmicas.

Serviço:
O Louco que Logo Sou
Nesta sexta-feira, às 20 horas, no Fundo de Quintal, localizado à rua Estevão de Mendonça, 1092, Quilombo - Cuiabá - MT
Telefone: (65) 3321-9865

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