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de R$100 a R$950

Ateliê 'sustentável' inova alugando vestidos de grife em Cuiabá e “rachando” lucro com as donas

Da Redação - Isabela Mercuri

17 Ago 2016 - 17:30

Ateliê 'sustentável' inova alugando vestidos de grife em Cuiabá e “rachando” lucro com as donas
Imagine aquele seu vestido de formatura que, apesar de nunca mais ter usado, você não sabe o que fazer com ele. Pode ser também um vestido de madrinha, ou até mesmo o que você usou como convidada de uma festa. As cuiabanas Grasielly Picolli e Yasmin Costa, ambas de 24 anos, tiveram uma ideia: criar um ateliê de economia colaborativa onde essas peças serão alugadas, e o lucro fica 50% com você e 50% com elas.

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A ideia surgiu quando as amigas de infância se formaram na faculdade e, na loucura para achar um vestido, se depararam com os altos preços. “Eu estudava em Florianópolis e minhas amigas me disseram que iam alugar os vestidos. Na época pensei ai, que cafona. Mas no dia elas estavam maravilhosas”, conta Grasi, que estudou direito na capital catarinense.


Yasmin (esq.) e Grasi (direita) são amigas de infância (Foto: Arquivo Pessoal / Rogério Florentino - Olhar Direto)

De volta a Cuiabá em março de 2015, ela ‘jogou’ a ideia para um grupo de amigas mas não teve sucesso. Somente Yasmin quis ajudar. Depois disso, foi mais de um ano de elaboração até criarem o “Nosso Cabide”, ateliê colaborativo que inaugura no próximo sábado (20), a partir das 13h.

A ideia é simples: as parcerias são feitas por quem têm vestidos que não usa no guarda-roupa. Com um contrato de um ano (que pode ser revogado a qualquer momento), a dona do vestido deixa a peça no ateliê, e a empresa se responsabiliza pelos reparos necessários e lavagem (no primeiro aluguel, é descontado esse valor).

Depois disso, a cada aluguel a dona do vestido ganha 50% do valor, e o ateliê fica com a outra metade. Como firmado em contrato, o ateliê se responsabiliza por qualquer dano feito na roupa, e também com as lavagens necessárias entre um aluguel e outro.

“O valor do aluguel nós queremos fazer 25% do valor da peça, mas isso pode variar. Um vestido de R$10 mil, por exemplo, nós não podemos alugar por R$2.500 porque não é viável”, explica Grasi. O aluguel mais barato, por exemplo, custa R$100. E o mais caro, R$950.

Grasielly ainda explica que o ateliê possui peças próprias, compradas por elas, mas o valor não é maior por isso. “Não tem isso de primeiro aluguel. Trabalhamos com o conceito de economia colaborativa e sustentável, assim todo mundo sai ganhando”.

“As pessoas ainda tem muito preconceito, acham que é cafona alugar. Mas queremos mudar isso, trazendo peças modernas e de grandes marcas”. Dentre os nomes disponíveis, estão Patrícia Bonaldi, Lolita e outros.

Ainda com essa ideia, o próprio ateliê “Nosso Cabide” foi feito com o conceito sustentável. “Os móveis são de pallet, os cabides são de papelão, e até o contrato é feito com papel reciclável”, explica a empreendedora.


Projeto do ateliê 

Visando o ‘engajamento’ dos clientes, o Nosso Cabide dá 10% de desconto no aluguel de peças por quem já for parceira (tiver seus próprios vestidos para alugar), e também para noivas que sugerirem o local para as madrinhas. Até o final do ano, o ateliê também pretende alugar acessórios como brincos e bolsas. “Pra pessoa já sair daqui pronta”, finaliza Grasi.

Serviço


O ateliê Nosso Cabide atende com horário marcado na Av. Isaac Póvoas, 1177, sl. 101 (ao lado da Valley Pub).

As peças estão também no SITE, FAN PAGE e INSTAGRAM.

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