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Quinta-feira, 13 de maio de 2021

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Artistas tem até 5 de julho para se inscreverem no Prêmio Culturas Populares

Assessoria SEC

26 Jun 2013 - 14:50

A 4ª edição do Prêmio Culturas Populares está com inscrições abertas até o dia 5 de julho e irá contemplar 170 prêmios aos mestres, 19 para grupos ou comunidades e 10 a mestres in memoriam, de todo o Brasil, conforme o edital do Minc, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural. Dos 54 artistas matogrossenses que participaram em edições anteriores, três foram premiados.

Mato Grosso conquistou um prêmio na Música Popular com o saudoso Caetano Ribeiro dos Santos, mestre da viola de cocho, falecido no ano passado. Também com Apresentações Folclórica de Danças de Siriri, pelo Grupo de Siriri Passo Miudinho e com o Giramundá - Congo de Nossa Senhora do Livramento.

Podem participar projetos que desenvolvam atividades de retomada de práticas populares em processo de esquecimento. E em Mato Grosso existem importantes manifestações populares como as dança do cururu, do congo e dos mascarados, a musicalidade do siriri, com o ganzá e a viola de cocho, o circuito de quadrilhas do Araguaia, entre outras. No livro de Tombo do Patrimônio Cultural Imaterial do Estado há três registros, o da Fazenda Taquari, como “O lugar”, que continua com práticas culturais desde 1926. Também “O modo de fazer”, com a canoa pantaneira e o “Da expressão”, com o linguajar cuiabano.

Este novo concurso, que homenageia o centenário do ator, produtor e cineasta Amácio Mazzaropi, premiará R$ 5 milhões às iniciativas que envolvam expressões em toda a sua forma e modos próprios. Tais como religião; rituais e festas populares; arte popular; mitos, histórias e outras narrativas orais; processos populares de transmissão de conhecimentos; medicina popular; alimentação e culinária popular; pinturas, desenhos, grafismos e outras formas de artesanato e expressão plástica; escritos; danças dramáticas; audiovisual; dentre outros.

Entende-se por iniciativas exemplares, as que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras como ações e trabalhos, individuais ou coletivos, que fortalecem as expressões culturais populares, contribuindo para sua continuidade e para a manutenção dinâmica das diferentes identidades culturais no Brasil.

As inscrições poderão ser realizadas pela internet, por meio do Sistema SalicWeb, ou por via postal, sendo necessário, em ambos os casos, encaminhar a documentação e anexos exigidos pelo Edital, que pode ser encontrado no portal do Minc.

O Prêmio

O Prêmio Culturas Populares foi instituído pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC) no ano de 2007, como forma de reconhecer a atuação exemplar de Mestres e de Grupos/Comunidades praticantes de expressões das culturas populares brasileiras, fortalecendo as expressões ao mesmo tempo em que identifica, valoriza e dá visibilidade às atividades culturais protagonizadas por Mestres e Grupos/Comunidades com ênfases na estratégia de preservação de suas identidades culturais.

O Prêmio já teve três edições, somando 695 iniciativas premiadas em todo o país com um investimento total de R$ 6,9 milhões.

O homenageado

Amácio Mazzaropi teve uma infância pobre, mas despertou seu interesse pelo teatro desde pequeno.Começou a atuar na cidade de Taubaté (SP) em 1931 e, em 1942 montou a Troupe Companhia Amácio Mazzaropi e passou a viajar pelo interior do país com um pavilhão – um barracão de tábuas corridas, coberto de lona, com cadeiras e bancos de madeira para a plateia – chamado de Teatro de Emergência.

Em 1943 recebe uma herança da avó Maria Pitta e realiza o sonho de colocar uma cobertura de zinco em seu pavilhão e assim, poder estrear na capital. O pavilhão é instalado no Bairro de Santana e se torna sucesso, com a casa sempre cheia. Com o sucesso, Mazzaropi assina contrato com o Teatro Colombo onde atuou por mais de um ano.

Em 1946 passa a fazer o Programa Rancho Alegre na Rádio Tupi sob a direção de Cassiano Gabus Mendes. No fim do ano, ele assina contrato com a Companhia Dercy Gonçalves e atua ao lado da atriz, na super revista Sabe lá o que é isso? de Jorge Murad, Paulo Orlando e Humberto Cunha, no Cine Theatro Odeon.

Em 1951 surge o primeiro convite para o cinema, feito pelos diretores Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Ele fez três filmes pela companhia (Sai da Frente, Nadando em Dinheiro e Candinho), ao mesmo tempo em que trabalhava na novela sertaneja o "Bernard Shaw do Tucuruvi", das Emissoras Associadas.

Ao todo, foram 32 filmes realizados pelo ator que faleceu, no dia 13 de junho de 1981, aos 69 anos, em São Paulo. Dentre os principais filmes estrelados por Mazzaropi estão: A Carrocinha (1955); O Gato da madame, Fuzileiro do Amor e o Noivo da Girafa (1956); Chico Fumaça e Chofer de Praça(1958); Jeca Tatu e Pedro Malasartes (1959).

Em 1995, foi fundado no Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté, o Museu Mazzaropi. O Museu, que retrata todo a história do artista, realiza, sempre em abril, a Semana Mazzaropi.


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