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Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

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Um novo olhar para o seu negócio: As Empresas com Alma e Promoção de Saúde Mental

Sob o olhar da psicogenealogia, as empresas não são apenas entidades com fins lucrativos. Uma empresa, uma corporação, um organismo possuem vida, possuem alma. Toda empresa viva deveria ser promotora de saúde e gerar vida em abundância.

Aliás, a Carta de Ottawa, que é um documento fundamental na área da saúde pública, resultado da Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, no Canadá, em 1986, expandiu o conceito de saúde, que deixou de ser apenas a ausência de doenças para se tornar um estado de completo de bem-estar físico, mental e social. O documento enfatiza que a saúde é influenciada por um conjunto amplo de fatores sociais, ambientais e econômicos, e não apenas por questões biológicas. E o Brasil é signatário dessa Carta. Então, promoção de saúde mental é um dever de TODOS. Não é exclusividade de uma classe ou de outra!

E quando os conselhos se levantam contra outros profissionais que fazem promoção de saúde mental nas empresas, isso não passa de conflito de ego. 

A empresa é uma extensão da árvore genealógica de seu fundador. Por isso sempre falamos: Todo CNPJ reflete um CPF.

Dentro de uma empresa familiar, as lealdades familiares inconscientes, ou "lealdades invisíveis", podem influenciar decisões, relacionamentos e até a saúde financeira do negócio. Um herdeiro, por exemplo, pode sabotar o próprio sucesso para se manter leal a um antepassado que falhou financeiramente, repetindo um padrão familiar.

Conflitos familiares não resolvidos, podem se manifestar como desafios constantes no ambiente de trabalho.
A psicogenealogia aplica a visão sistêmica às organizações. A empresa é vista como um sistema onde todos os membros, incluindo colaboradores, clientes e parceiros, estão interconectados. A "alma" da empresa é a soma das almas de seus integrantes, mas a história fundadora é a base que estrutura esse sistema.

Traumas, perdas e segredos familiares que não foram elaborados podem ser transferidos para a empresa. Isso pode se manifestar como ciclos de crise, dificuldades de crescimento ou padrões de conflito que se repetem de geração em geração, independentemente das estratégias adotadas. 

Uma empresa exibe certas características que indicam uma história familiar e ancestral atuando em seu núcleo.
A alta taxa de insucesso na sucessão de empresas familiares, com cerca de 70% falhando devido a conflitos entre parentes, é um claro exemplo de como a dinâmica familiar, e não apenas a gestão, afeta a organização.

A cultura da empresa, que inclui seus valores, ritos e rituais, muitas vezes é um reflexo das crenças e dinâmicas da família fundadora. Isso pode gerar uma cultura de lealdade extrema ou de conflitos constantes.

Imagina um proprietário chamar sua própria empresa de “hospício”. É preciso urgente uma ressignificação aqui. Nossa casa, assim como nosso local de trabalho, são lugares sagrados. Se tivesse o mínimo de consciência, jamais falaria isso nem de brincadeira!

Passamos a maior parte do dia convivendo com nossos colegas de trabalho do que com nossos familiares, então, esse ambiente precisa ser saudável e principalmente com pessoas que tenham o mínimo de autoconhecimento, autocontrole e respeito.

Devemos ser impecáveis com nossas próprias palavras. A palavra molda e estrutura, isso é muito sério! Já tivemos inúmeros estudos sobre como o ambiente influencia nossa saúde e pode alterar nossos “genes”. Como analisa tão bem Dr. Bruce H. Lipton, em seu livro: A Biologia da Crença.

A observação de padrões de comportamento que se repetem ao longo da história da empresa — como a constante perda de talentos, dificuldades financeiras ou crises em momentos específicos — pode revelar a influência de eventos familiares e traumas transgeracionais.

A forma como a empresa lida com finanças, prosperidade e perdas também pode refletir a história financeira dos antepassados. Crenças limitantes sobre dinheiro podem ser herdadas e sabotar o crescimento do negócio. 
Entender que a empresa tem alma, nos leva a um caminho para a resolução de problemas crônicos e para um crescimento mais saudável.

Ao trazer à tona as lealdades e dinâmicas familiares inconscientes, a psicogenealogia permite que os conflitos sejam abordados em sua origem, em vez de apenas tratar os sintomas.

Para empresas familiares, a análise psicogenealógica pode trazer clareza e facilitar o processo de sucessão, evitando que padrões disfuncionais sejam repetidos. A empresa que não leva em consideração a ética nas relações, está fadada ao fracasso.

Ao libertar a empresa de seus "nós" inconscientes, é possível que novas ideias e estratégias prosperem, levando a uma inovação mais genuína e a um crescimento sustentável.

Reconhecer a história e a alma da empresa pode fortalecer seu propósito, conectando os colaboradores a algo maior do que o simples trabalho diário. A empresa é local de manifestação de propósito e quem entendeu que devemos SER para o outro, entendeu tudo! 

Cristiane Celina é formada em Comunicação Social/Rádio e TV pela UFMT. Formação em Psicogenealogia e Alinhamento Biossistêmico com base nas 5 Leis Biológicas do Dr. Hamer. 

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