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Quarta-feira, 28 de julho de 2021

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Em um reino distante nasceu uma criança…

Autor: Isolda Risso

06 Abr 2017 - 12:00

Arquivo Pessoal

Um dia, uma princesa do legendário Palácio do Dragão do fundo do mar, ergueu uma joia e disse a todos os peixes: “Darei um prêmio a quem me disser a cor desta pedra”. Cada um deles disse uma cor, diferente: o parga-preto disse que era preta, a anchova disse que era azul e a pescada branca disse que era prata. Eles perguntaram a princesa: “Quem acertou”? Ela riu e respondeu: “A joia não tem cor própria, ela é transparente e simplesmente reflete a cor de cada um”.
 
Parecido acontece conosco, examinamos pessoas (incluindo nós) situações, fatos e atos com o horizonte interno de cada um ou de acordo com o ritmo da música que no momento comanda nossas emoções.
 
Relembrando minha mãe, ela costumava falar que seu estado de espírito era responsável por fazer com que ela enxergasse o sol em dias chuvosos e nuvens escuras em dias ensolarados. Ausentando mamãe da conversa e fazendo votos de que ela esteja em um lindo lugar, vamos ao feito de observar a si mesmo.
 
Ao nos estudar, normalmente pendemos para uma ou outra polaridade, sendo elas: “um olhar excessivamente compassivo ou altamente punitivo para com os nossos erros, escolhas e atitudes”. Se adotarmos uma conduta piedosa para conosco, justificando a todo instante os nossos equívocos, nos esquivando das responsabilidades que nos cabe ou buscando sempre alguém para assumir a culpa em nosso lugar, estaremos assinando a carta que nos condenará a estagnação. Quem se justifica não avança, ao contrário, é uma postura que o impede de aprimorar-se, crescer, evoluir. Quem vive se justificando acaba por viver na mesmice. O músico Bruce Springsteen diz: “Chega um momento em que você precisa deixar de esperar pelo homem que deseja se tornar e começar a ser o homem que deseja ser”.
 
Por outro lado, se elegermos uma postura julgadora, recriminadora, também estaremos fadados a uma paralisação, afinal, severidade desmedida compromete a autoestima, gera o sentimento de inadequação, incompetência e acaba por nos enfraquecer, dificultando também a nossa ascensão.
 
Então como observar-se sabiamente?
 
O autoconhecimento é o melhor meio de nos conduzir com equilíbrio. Por intermédio dele nós identificamos nossas qualidades, nossas aptidões, e também nossas deficiências. Assim como devemos ser gratos pelas conquistas, devemos acolher afetivamente nossos defeitos sem críticas ácidas. Acolher nossas falhas não significa nos acomodar, e sim observar para poder trabalha-las. Se não sabemos onde estamos, como saber onde queremos chegar?
 
Em um reino distante nasceu uma criança, essa criança é você.
 
Como toda criança saudável você cresceu, aprendeu, passou da infância para adolescência, juventude, adulto e se transformou...
 
A pergunta é: “Em quem você se tornou“?

*Isolda Risso é Personal & Professional Coaching Executive, Xtreme Life Coaching, Neurociência no Processo de Coaching, Programação Neurolinguística (PNL) pedagoga por formação, cronista, retratista do cotidiano, empresária, Idealizadora do Café Com Afeto, mãe, aprendiz da vida, viajante no tempo, um Ser em permanente evolução. Uma de suas fontes prediletas é a Arte. Desde muito cedo Isolda busca nos livros e na Filosofia um meio de entender a si, como forma de poder sentir-se mais à vontade na própria pele. Ela acredita que o Ser humano traz amarras milenares nas células e só por meio do conhecimento, iniciando pelo autoconhecimento

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