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Segunda-feira, 28 de setembro de 2020

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Falta de vitamina D enfraquece ossos e compromete saúde

Autor: Movimento Saúde Unimed Cuiabá

19 Jan 2016 - 15:04

Deficiência em hormônio é revertida com exposição adequada ao sol e suplementação, orienta endocrinologista

Você está com falta de vitamina D? Sabe como ela é absorvida no organismo? A vitamina D é um hormônio essencial para o corpo humano e estudos associam as baixas taxas desse nutriente a uma série de complicações. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade da população mundial tem quantidades insuficientes de vitamina D.

A principal fonte de produção da vitamina se dá por meio da exposição solar. De acordo com a médica endocrinologista e cooperada da Unimed Cuiabá Claudia Santana, o nutriente é essencial para o bom funcionamento do organismo, devido ao potencial de prevenção de diversas doenças e sua função na proteção dos ossos.

“Em crianças, a sua deficiência leva ao retardo de crescimento, raquitismo e alguns estudos sugerem correlação com autismo. Em adultos, sua deficiência leva à osteomalácia, aumento da reabsorção óssea, o que favorece a perda de massa óssea e o desenvolvimento de osteopenia e osteoporose”, ressalta Claudia Santana. Pessoas com a carência de vitamina D podem apresentar ainda fraqueza muscular e dores musculares generalizadas.

A médica explica que estudos recentes apontam que além de ser essencial na proteção dos ossos, a vitamina D também previne vários tipos de câncer como o de mama, próstata, melanoma e colorretal. Atua como protetor cardiovascular, reduzindo a incidência de aterosclerose, infarto do miocárdio e derrame cerebral. Doses maiores de vitamina D agem contra a depressão, diabetes tipo 2 e doenças autoimunes, como artrite reumatóide e esclerose múltipla.

A vitamina D também é essencial na gestação, pois está estabelecida a relação entre a deficiência de vitamina D materna e a presença de deficiência de vitamina D fetal, bem como os níveis de cálcio e o raquitismo na infância. “Há a relação direta da deficiência da vitamina D a um maior risco de abortos, da ocorrência de pré-eclâmpsia, de hipertensão arterial, diabetes gestacional, maiores taxas de cesarianas e maior número de nascimentos prematuros”, ressalta.

Absorção da vitamina D

A absorção da vitamina depende, na grande maioria das vezes, da exposição solar, por meio da ação dos raios UVB, que apesar de maléfica em doses exageradas é fundamental para a saúde. Esta exposição deve ser feita sem proteção, ou seja, sem uso de filtros solares, hidratantes, óleos e roupas. “É importante lembrar que os raios UVB não atravessam o vidro. Então, não adianta tomar sol de dentro do carro ou de casa com as janelas fechadas”, salienta Santana.

Recomenda-se a exposição diária de 15 a 20 minutos de sol sem proteção. Braços e pernas devem ser expostos, pois, quanto maior a área exposta, mais o corpo conseguirá sintetizar a vitamina. Após esse período pode ser aplicado o protetor solar se for permanecer mais tempo exposto, para evitar danos à pele. Quanto maior a intensidade dos raios solares, maior é a produção, sobretudo no período das 10h às 15 horas. “A exposição solar pode ser feita em horários com menor intensidade dos raios UVB, principalmente em pessoas com a pele mais sensível, porém, recomenda-se um período de tempo maior”.

A alimentação é responsável por uma quantidade pequena de absorção da vitamina D pelo organismo. O hormônio também pode ser produzido em laboratório e utilizado na forma de suplemento quando há a deficiência e, segundo a médica, também pode ser utilizado para a prevenção de doenças.

Os alimentos mais ricos em vitamina D são os peixes gordurosos a exemplo do atum, sardinha e salmão, óleo de fígado de bacalhau, gema do ovo, queijos, cogumelos e semente de girassol. Porém, é quase impossível atingir quantidades adequadas apenas pela dieta, por isso é importante tomar sol. “Além disso, esses alimentos são ricos em gordura saturada, que quando ingerida em grande quantidade sofre oxidação em nosso organismo, aumentando o risco de aterosclerose, lesão precursora de infarto e derrame” esclarece.

Tenho carência em vitamina D?

Para saber os níveis de vitamina D no organismo, é necessário fazer um exame de sangue, visto que os sintomas são bastante inespecíficos e podem aparecer tardiamente. De acordo com a OMS, há insuficiência quando a concentração é menor do que 30 ng/ml (nanogramas por mililitro de sangue). Valores abaixo de 20 ng/ml são classificados como deficiência e abaixo de 10 ng/ml como deficiência grave. Dosagens iguais ou superiores a 30 ng/ml estão na faixa da normalidade, cujo limite máximo é 100 ng/ml.

Excesso de vitamina D no organismo

Segundo Claudia Santana, o consumo em excesso de vitamina D pode prejudicar os rins por determinar concentrações elevadas de cálcio no organismo. É importante que o consumo além do recomendado seja feito com acompanhamento de um especialista.

Suplementação de vitamina D

A suplementação de vitamina D é simples e de baixo custo. Pode ser feita por reposição oral, com formulação em gotas, cápsulas ou comprimidos. Esta reposição pode ser feita diária ou semanalmente. Também é recomendada a exposição solar. A suplementação da vitamina D é indicada a todas as pessoas com níveis deficientes ou insuficientes do hormônio, principalmente àqueles que não têm o hábito de se expor ao sol.

De acordo com Claudia, existem grupos mais suscetíveis à deficiência e à insuficiência de vitamina D. “Pessoas negras tem menor produção da vitamina devido à maior quantidade de melanina. E os idosos, que tem maior dificuldade de sintetizar a vitamina por questões metabólicas relacionadas à idade”, finaliza a médica endocrinologista.

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