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Segunda-feira, 28 de setembro de 2020

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Ultrassonografia Fetal: Exames garantem uma gravidez mais tranquila

Autor: Movimento Saúde Unimed Cuiabá

28 Dez 2015 - 17:42

Unimed Cuiabá

A ansiedade é um sentimento que acompanha as gestantes durante toda a gravidez. Um dos momentos mais esperados pelos pais durante a gestação é o dia da ultrassonografia. Segundo a médica ultrassonografista e cooperada da Unimed Cuiabá, Gilda Helena Pacheco, antes a mulher começava a sentir o bebê a partir do quinto mês de gestação. Com o ultrassom, a existência do feto torna-se real a partir do primeiro exame, revelando o que ainda não pôde ser sentido fisicamente pela gestante. No momento do exame, quando o embrião é visualizado, com pulsações cardíacas e, dependendo da data, já com pequenos movimentos corporais, inicia-se o vínculo sagrado entre pais e filhos.

Com o avanço da tecnologia, é possível conhecer o sexo do bebê antes do nascimento, analisar seu desenvolvimento, mapear detalhes da sua anatomia interna e da sua superfície, bem como posição e movimentos, devido o uso da ultrassonografia no acompanhamento da gestação. Essas imagens nítidas satisfazem a curiosidade das mães e familiares, além de permitir que os médicos avaliem o estado de saúde do bebê e evolução da gravidez.

“A ultrassonografia fetal é um exame não invasivo, que utiliza ondas de som para desenhar a imagem do bebê no ventre materno, da placenta e dos outros anexos”, explica Gilda. A ultrassonografia é operada por meio de ondas de som de alta freqüência, inofensivas e inaudíveis ao ouvido humano e que são emitidas pelos cristais dos transdutores, decodificadas pelo computador, revelando em imagens de vídeo o formato do bebê. Essas ondas de ultrassom também são usadas no sonar, aparelho que os obstetras utilizam para ouvir os batimentos cardíacos do bebê.

Indicações

Conforme Gilda Pacheco, o exame de ultrassom pode ser feito a qualquer momento. “Hoje tem se dado muito mais importância ao exame de 1º trimestre com doppler, para previsão e cálculo de risco de alterações cromossômicas e de previsão de risco de pré-eclâmpsia, realizado na 12ª semana, seguido da ultrassonografia obstétrica morfológica entre a 20ª à 24ª semana, outra com doppler no final do 3º trimestre e um mais tardio, realizado após a 41ª semana caso o parto ainda não tenha acontecido. Isso em um pré-natal sem intercorrências”, ressalta.

Na prática e na rotina diária, os pré-natais têm sido acompanhados em média com quatro exames. Porém, se constatando riscos ou anormalidades, esse número pode aumentar incluindo-se ainda outros exames mais específicos como ecocardiografia fetal e até mesmo exames considerados invasivos.

Contra-indicações

A ultrassonografia simples para diagnóstico não tem nenhum efeito nocivo comprovado para o feto e nem para a mãe.

Ultrassom no primeiro trimestre

A ultrassonografia na gestação segue protocolos para avaliação do bem estar da mãe e do bebê, sendo assim, o primeiro exame de ultrassonografia deve ser feito na sétima semana de gravidez por via transvaginal. Nessa fase é possível determinar a idade gestacional com maior precisão, confirmar a vitalidade do embrião através dos batimentos cardíacos, descartar abortos, gestação ectópica (fora da cavidade uterina), gestação molar e viabilizar se há mais de um embrião ou áreas de descolamento.

Ultrassom no segundo trimestre

O segundo ultrassom deve ser feito entre a 12ª e 14ª semana de gravidez, momento de realizar a ultrassonografia com medida da translucência nucal e osso nasal. O exame consiste em analisar se o bebê não tem achados que possam estar relacionados a alterações cromossômicas, o que poderá indicar se o embrião tem maior risco de ter síndromes, como por exemplo a síndrome de Down. “A síndrome de Down pode ser confirmada através da realização do cariótipo fetal, em que é colhida amostra do líquido amniótico ou por punção de vilosidades coriônicas”, explica Gilda.

Atualmente, tem sido dada muita importância para inclusão da avaliação das artérias uterinas da mãe por volta da 12ª semana para cálculo de risco de pré-eclâmpsia através do uso de um protocolo da Fetal Medicine Foundation, acessado gratuitamente pela internet e que possibilita a tomada de ações preventivas diminuindo os riscos e as consequências da eclâmpsia para a mãe e o bebê. “Aí é que está a grande novidade nos exames obstétricos de rotina do pré-natal”, frisa Gilda.

Segundo Gilda Pacheco, o terceiro ultrassom é feito entre a 20ª e 24ª semana de gravidez. A ultrassonografia obstétrica morfológica é realizada para fazer uma avaliação bem detalhada da anatomia do bebê. O exame é marcado pela sistematização. Todos os órgãos do feto devem ser bem visualizados para análise detalhada de sua estrutura. Pode-se incluir também nesse exame a avaliação doppler para estudo das artérias uterinas novamente, artérias do cordão umbilical e artéria cerebral média do feto para confirmação do bem estar do feto e ainda a ultrassonografia transvaginal para avaliação do risco de trabalho de parto prematuro.

No 3º trimestre, após a 34ª semana, é realizada a ultrassonografia, para avaliar o crescimento fetal, determinar a posição da placenta, grau de maturidade, posição fetal, quantidade de líquido amniótico e reavalia a anatomia fetal, complementando a avaliação que já foi feita no exame da morfologia.
Vale ressaltar que se em algum exame da rotina for detectado algum problema, tanto materno ou fetal, ou, diagnosticados fatores de risco, essa sequência ou modo de abordagem podem ser modificados. Incluem-se aí outros tipos de exames, em intervalos de tempos menores, com objetivo de obter informações que ajudarão os médicos assistentes a oferecer o melhor tratamento possível e a estabelecer condutas acertadas para cada caso.

Para Gilda Pacheco, é importantíssima a contribuição do ultrassom no acompanhamento das mulheres não só como meio diagnóstico preditivo de gestação normal e de gestações complicadas, “principalmente por propiciar a aproximação e o primeiro contato visual entre os pais e familiares e o feto, antecipando a realização do sonho da maternidade como algo que se materializa mais e se aproxima da realidade a cada novo exame”, finaliza.

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