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Segunda-feira, 28 de setembro de 2020

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Dia mundial de combate a AIDS: Informação combate preconceito e reforça prevenção à doença

Autor: Movimento Saúde Unimed Cuiabá

30 Nov 2015 - 15:37

Reprodução

Dados oficiais mostram que Mato Grosso contabilizou mil novos casos em dois anos

Neste 1º de dezembro é celebrado o Dia Mundial do Combate à Aids. A data foi instituída para conscientizar as pessoas a respeito do vírus que ataca o sistema imunológico, bem como informar a população sobre os sintomas, riscos, perigos, formas de prevenção e principalmente, lutar contra o preconceito que os portadores de HIV sofrem diariamente por causa da doença. Em Mato Grosso, dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) trazem que, nos anos de 2014 e 2015 foram diagnosticados 1.099 casos de HIV positivos em adultos, estando 136 destes em Cuiabá (91 casos do sexo masculino e 45 do feminino). O Estado possui, atualmente, 4.416 pessoas em tratamento, sendo que na Capital, há 1.870 em tratamento entre soropositivos e com diagnóstico de Aids.

Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids Brasil), o HIV é um vírus que se espalha através de fluídos corporais e afeta células específicas do sistema imunológico, conhecidas como células CD4, ou células TCD4 T. Sem o tratamento, o HIV afeta e destrói essas células específicas do sistema imunológico e torna o organismo incapaz de lutar contra infecções e doenças. Dessa forma, a infecção por HIV leva à Aids.

A Aids, cuja abreviatura oficial em língua portuguesa é SIDA/AIDs, é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, doença que ficou conhecida nos anos 80. Esta é a fase da infecção que ocorre quando o sistema imunológico está seriamente danificado e fica mais vulnerável, que leva ao aparecimento de doenças oportunistas causadas principalmente por vírus, fungos, protozoários, pelo bacilo de Koch (causador da tuberculose) e também ao surgimento de alguns tumores como os linfomas.

De acordo com o médico clínico geral e cooperado da Unimed Cuiabá, Ivens Scaff, que trata de pacientes com Aids no ambulatório da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), atualmente define-se como portador de Aids aquele paciente que tem uma contagem de linfócitos TCD4 menor que 350 células, sendo os valores normais de 500 a 1500 por milímetro cúbico. “HIV se refere apenas à infecção pelo vírus HIV. Hoje com o tratamento, pacientes podem recuperar o número de linfócitos TCD4 deixando de funcionar como paciente imunodeprimido. Portanto, o mais correto é o termo: portador de infecção pelo HIV", explica.

A transmissão da doença ocorre por meio do contato com sangue, esperma e secreção vaginal. Scaff explica que existem modalidades sexuais de maior risco como o sexo anal passivo. “Porém, o mais prudente é considerar qualquer modalidade de sexo sem camisinha como de risco”, frisa. Vale lembrar que a saliva, lágrima e suor não transmitem o vírus, ou seja, o convívio familiar e doméstico não apresenta risco de contágio.

Sintomas

Com a queda de linfócitos TCD4, por terem sido parasitados pelo HIV, começam a surgir as infecções oportunistas. Os primeiros sintomas aparentes causados pela Aids são diarréia prolongada que leva ao emagrecimento, cefaléia intensa e em casos extremos, pode causar convulsões e coma. Portando são os sinais e sintomas das infecções que levam a suspeita da existência do vírus HIV.

“Por outro lado, a pessoa pode ser portadora do HIV e não apresentar nenhum sintoma, que ocorre quando o corpo do paciente consegue repor os linfócitos TCD4 destruídos pelo HIV. A orientação atual é: teste e trate. Dessa maneira interrompe-se a taxa de transmissão do HIV”, enfatiza.

Diagnóstico

Para uma pessoa saber se tem o vírus HIV basta fazer um dos testes de diagnóstico da doença. Há o teste rápido, que dá o resultado em minutos após a coleta de sangue por punção digital, e o teste Elisa e o Western-blot. Todos pesquisando anticorpos produzidos pelo corpo frente à presença do vírus. O resultado é seguro e sigiloso. Os pacientes que tiverem o resultado positivo devem fazer acompanhamento médico.

Tratamento

Atualmente a terapia é feita com os chamados anti-retrovirais, medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV do sangue, proporciona redução da ocorrência de infecções oportunística, redução da mortalidade e melhoria da qualidade de vida.

O tratamento inicial atual compõe-se de Tenofovir+Lamivudina+Efvirenz conjugados em único comprimido ao dia. Scaff explica que se o vírus HIV se torna resistente a um dos componentes, os outros dois o destroem. É fundamental seguir todas as recomendações médicas e tomar o medicamento conforme a prescrição, pois uma adesão imperfeita pode levar os vírus HIV a se tornarem progressivamente resistentes a um, a dois e a três dos componentes do esquema mal usado. Estudos promissores apontam para o uso de medicação injetável a cada duas semanas e mesmo a eliminação total do HIV do organismo.

O uso de anti-retrovirais pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Porém, hoje em dia é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta fazer o tratamento e seguir corretamente as recomendações médicas.

Prevenção

Utilizar preservativos nas relações sexuais, não compartilhar agulhas ou seringas e só receber transfusões de sangue quando for testado são maneiras de se proteger da doença.

Ivens Scaff reforçou a importância da prevenção à Aids. “O uso de anti-retrovirais permite que cada vez menos as pessoas evoluam para casos terminais ou doença avançada, criando a ilusão de que se trata de uma doença banal. Realmente, bem cuidada, a doença evoluiu de fatal para crônica controlada, mas que de maneira nenhuma deve ser menosprezada”, finaliza.



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