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Segunda-feira, 28 de setembro de 2020

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Novembro Azul: Não ao preconceito, sim à saúde

Autor: Movimento Saúde Unimed Cuiabá

10 Nov 2015 - 17:14

Da Assessoria

Após o Outubro Rosa ser dedicado à conscientização e diagnóstico precoce do câncer de mama, agora é a vez do Novembro Azul. A campanha visa alertar aos homens a importância de cuidar da saúde e prevenir o câncer de próstata. A Unimed Cuiabá apoia o movimento e reforça a necessidade de consultas periódicas ao médico e realização de exames preventivos.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apontam que 51% dos homens nunca consultaram um urologista. Estima-se que 69 mil novos casos de câncer de próstata surjam ao ano, sete novos casos a cada hora. Esse é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele não-melanoma.

O médico urologista cooperado da Unimed Cuiabá e Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia - Sessão Mato Grosso, Dr. Ricardo Juveniz Souza dos Santos, afirma que, infelizmente, muitos homens ainda oferecem certa resistência em se submeter ao exame de toque retal. Principalmente por preconceito e algumas vezes por desconhecimento. “É motivo de grande tabu para os homens e muitos acreditam que o exame poderia afetar sua masculinidade, principalmente os pacientes mais velhos”, ressalta.

Conforme o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens. Os índices de manifestação da doença são cerca de seis vezes maiores nos países desenvolvidos.

A doença é considerada um câncer da terceira idade, visto que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem em homens com mais de 65 anos. Dessa maneira, o diagnóstico precoce é essencial para a cura da doença, pois quando tratada no início, as chances de cura são de aproximadamente 90%.

Prevenção

Segundo Dr. Ricardo Juveniz, hábito de vida saudável, prática de atividade física regular, alimentação com poucas gorduras e carboidratos e controle do peso para evitar a obesidade são medidas que podem prevenir a doença.

O médico alerta que não se deve aguardar os sintomas para fazer os exames, visto que usualmente a doença é silenciosa. Em casos avançados da doença há sangramento urinário, dificuldade e dor para urinar, jato urinário fraco, dor nos ossos e emagrecimento.

Segundo a recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia, o rastreamento do câncer de próstata deve começar aos 50 anos. Caso o paciente tenha a doença no histórico familiar, o preventivo deve ser antecipado para os 45 anos. O cuidado extra se justifica pelas estatísticas: paciente com histórico familiar positivo pode ter o risco até 11 vezes maior de desenvolver a doença.

“Esse rastreamento é realizado anualmente. Trata-se da consulta ao urologista, onde será realizado o toque retal e o exame de sangue, conhecido como dosagem do PSA”, explica. O principal objetivo do exame de toque retal é a apalpação da próstata, para tentar detectar a presença de nódulos na superfície da glândula, o que pode ser indicativo de câncer. O exame de toque retal ou exame digital da próstata traz outras informações importantes: tamanho, consistência, limites e sinais de inflamação.

A realização desse exame é muito importante, pois é mais uma ferramenta para detecção precoce do câncer de próstata. “Mesmo quando o paciente realiza o exame de PSA, ainda é necessário realizar o exame de toque retal, pois alguns pacientes com PSA normal podem ter o exame de toque alterado”, afirma Dr. Ricardo Juveniz.

Quando o exame de toque está alterado, ou seja, quando há presença de nódulo na próstata, é necessário fazer o exame de biópsia. Ricardo Juveniz explica que esse exame é realizado com o auxílio do ultrassom, geralmente sob sedação do paciente, onde serão retirados fragmentos da próstata para análise em microscópio, o que vai esclarecer se o nódulo é maligno ou benigno.

“O exame de sangue ou Antígeno prostático específico (PSA) também é uma ótima ferramenta para o diagnóstico do câncer de próstata e deve ser realizado em conjunto com o toque retal”, pontua Dr. Ricardo Juveniz.

Tratamento

O tratamento é individualizado e consiste na cirurgia, radioterapia, braquiterapia, hormonioterapia e quimioterapia. Na cirurgia, a próstata é retirada completamente e existem várias abordagens diferentes: via abdominal, via perineal, laparoscópica e robótica.

A radioterapia é um tratamento cujo objetivo é queimar o tumor por meio de irradiação.

Hormonioterapia é a administração de medicamentos que controlam a produção de hormônios, relacionados ao crescimento tumoral. E a quimioterapia é a administração de medicamentos quimioterápicos, reservada para casos mais avançados da doença.

Ricardo Juveniz pede o apoio das mulheres à causa do Novembro Azul. “Elas são fundamentais no combate ao câncer de próstata, pois, são elas que levam grande parte dos pacientes ao médico. Então, esse é um apelo às mulheres: levem os homens ao urologista."

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