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Sábado, 04 de dezembro de 2021

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Especialista explica diferença entre alergia, reação adversa e intolerância

Autor: Movimento Saúde Unimed Cuiabá

22 Out 2015 - 09:52

Conhecida como a doença do século XXI, a alergia pode surgir de diversas formas. Os sintomas podem variar em termos de manifestação. Alergia quer dizer “ação diferente”, sendo indivíduo alérgico aquele com predisposição genética e que apresenta resposta exagerada frente a determinados agentes, dentre os quais podemos citar: ácaros da poeira doméstica, fungos e venenos ocasionados pelas ferroadas de abelhas, além dos alimentos e alguns medicamentos.

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a alergia acomete cerca de 30% da população mundial, podendo causar relevante comprometimento da qualidade de vida de crianças e adultos. Das alergias mais comuns, destaca-se a asma alérgica, rinite alérgica, alergia aos insetos himenópteros (vespa, abelha e formiga), alergia ao leite de vaca, alergia aos frutos do mar (lagosta, camarão, polvo) e alergia a medicamentos (penicilinas).

Segundo o médico alergista e imunologista Celso Taques Saldanha, cooperado da Unimed Cuiabá que faz parte da Comissão de Ética e Defesa Profissional da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, o uso de inúmeras substâncias apresenta manifestações confundidas com reações alérgicas, como por exemplo, os contrastes radiológicos utilizados para diagnósticos (tomografia), porém, nem sempre estão relacionados com respostas exageradas do sistema imunológico. “Essas substâncias são capazes de provocar reações não alérgicas, conhecidas como reações adversas, tanto em indivíduos alérgicos como na população em geral, não caracterizada como alergias”, frisa.

Alérgicos à lactose X Intolerância à lactose


Conforme Saldanha, há um equívoco em caracterizar crianças como alérgicas à lactose, impondo dietas restritivas, o que pode inclusive, comprometer seu estado nutricional. A lactose é uma molécula de açúcar presente no leite de vaca e de outros mamíferos, inclusive no leite materno. “Já está estabelecido que moléculas de açúcares praticamente não desencadeiam enfermidades alérgicas em indivíduos com predisposição genética, ao contrário de algumas proteínas contidas nos alimentos”, explica.

A intolerância à lactose, nome correto da enfermidade, observa o médico, é ocasionada por uma deficiência genética transitória da enzima lactase, presente no intestino delgado e que decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite. Como consequência, promove aparecimento de diarreias e cólicas em crianças, de forma passageira.

Dessa forma, ao abordar um paciente alérgico é imprescindível a participação de profissionais capacitados para realização de exames direcionados.

Diagnóstico e Tratamento

O alergista adverte sobre a importância do diagnóstico e tratamento corretos da alergia. “Os testes cutâneos alérgicos e as imunoterapias (vacinas) são ferramentas indispensáveis no tratamento da alergia”, enfatiza Saldanha.

Teste cutâneo alérgico é um tipo de exame que avalia a presença de alergias a alguns alérgenos, ou seja, substâncias capazes de causar alergias. Conforme a Asbai, os testes cutâneos alérgicos por punturas irão elucidar as seguintes doenças alérgicas: asma alérgica, rinite alérgica, alergia às ferroadas de abelhas e alergia de pele, como a dermatite atópica.

“Outras formas de testes alérgicos ainda são procedimentos experimentais, com exceção de alguns testes de provocação que já estão bem sedimentados na comunidade científica”, esclarece Celso Taques.

O tratamento por imunoterapia (vacinas) é reconhecida pela câmara cientifica do Conselho Federal de Medicina como prática usual da especialidade do alergista no tratamento de determinadas patologias alérgicas. A imunoterapia consiste na introdução, por via injetável (subcutânea) ou via sublingual, de quantidades crescentes de uma substância causadora de alergia (alérgeno) com o objetivo de se obter um estado de tolerância a esta substância.

Vale lembrar que a imunoterapia deve ser realizada em local apropriado, na presença de pessoal treinado para identificar a tratar eventuais reações adversas. Também deve ser realizada com utilização de materiais específicos e com bom controle de qualidade.

Celso Taques Saldanha ressalta que nem todas as reações alérgicas podem ser tratadas com imunoterapias, ficando obrigatório o diagnóstico correto e tratamento com profissionais habilitados. “Diante de uma possível enfermidade alérgica, o paciente deve procurar assistência médica com aquele profissional em patologias alérgicas para investigação e cuidados de sua saúde”, pontua.

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